Histórico das construções com terra
É muito difícil dizer ao certo em qual local e especificamente em qual data as construções com terra surgiram para a humanidade. Como a fala, a escrita e ou as primeiras embarcações, a construção com terra, surgiu de uma necessidade básica do ser humano, assim por ser tão antiga, o traçado histórico por vezes fica incerto.
As datações mais antigas nos remetem a região da Mesopotâmia e ao antigo
Egito. Apesar de ser um material comum a maioria dos locais do planeta, esta região possui duas características peculiares, que, facilmente, nos coloca próximo ás primeiras edificações com terra.
 A muralha foi feita de barro depois vieram as pedras
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A primeira característica indispensável a uma excelente construção com barro é a
presença de rios na qual o processo geológico de milhares de anos, possa ter propiciado a sedimentação de material para a formação da argila.
A segunda, como já dito, é a
presença natural de um clima seco, onde o rendimento de conforto, para os ambientes internos são melhores e mais facilmente notados com as construções de barro.
Praticamente todas as antigas civilizações trabalharam inicialmente suas edificações com a terra. Os
sumérios, assírios e babilônios construíam os zigurates (templo em formato de pirâmide), os egípcios possuíam as mastabas (túmulos também em forma piramidal) e, posteriormente, recorreram a construções de pedra.
A
muralha da China foi inicialmente construída com paliçadas de madeira e barro, talvez seja a mais antiga edificação de taipa ainda existente. Só posteriormente foi recoberta com pedras para adquirir sua atual composição.
Na América, muito antes de ser colonizada pelos europeus, muitas
tribos pré-colombianas já utilizavam a terra para construção. Os
astecas inicialmente construíram a pirâmide do deus sol com toneladas de terra batida. Com a evolução da sociedade, pedras acabaram por recobrir este monumento.
No Brasil, quando os
portugueses aqui chegaram, encontraram tribos que ainda desconheciam a construção com barro. Trouxeram além das noções cartesianas, o adobe, o pau-a-pique e a taipa de pilão.