Mercado que cresce ano a ano
A quantidade de agricultores que estão optando por plantar seguindo o método orgânico cresce ano a ano. Comparando os dados obtidos no ano 2000 com os de 2006, vemos que a área plantada no mundo duplicou.

A
FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação) realizou em Roma, entre 3 e 5 de maio de 2007, a Conferência Internacional sobre Agricultura Orgânica e Segurança Alimentar, ressaltando a importância da produção desse tipo de alimentos para o mundo. Segundo o documento que foi apresentado:
- “a agricultura orgânica não é mais um fenômeno apenas de países desenvolvidos, pois já é
praticada atualmente em 120 países, representando 31 milhões de hectares e um mercado de U$ 40 bilhões de dólares em 2006...
Quando lavouras certificadas estão relacionadas a melhorias agroecológicas e aumento de renda de agricultores pobres, isto leva ao aumento da segurança alimentar e à revitalização da agricultura familiar...
Esses modelos sugerem que a agricultura orgânica tem o potencial para assegurar o abastecimento global de alimentos, assim como a agricultura convencional faz hoje, mas com reduzido impacto ambiental”.
Segundo pesquisa da
Universidade de Campinas (Unicamp),
o mercado de produtos orgânicos cresceu, na década de 90, em média 50%
ao ano, chegando a uma receita de US$ 150 milhões. O consumo interno
respondeu por US$ 20 milhões apenas, o restante foi exportado para
países como Alemanha, França, Japão e Estados Unidos.
Agora, em 2007, já estamos em outro patamar, bastante mais elevado. Segundo o
Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae),
as vendas de produtos orgânicos no país devem superar R$ 1,25 bilhões
em 2007, com aumento de 25% em relação a 2006. A estimativa é da
Associação Brasileira de Supermercados - Abas.
O
Brasil já é o segundo maior produtor de orgânicos do mundo
e o setor tem 70% de suas vendas voltadas para o mercado externo. Com
800 mil hectares de área cultivada, envolvendo 15 mil produtores, dos
quais 80% são pequenos produtores, o país fica atrás somente da
Austrália. A produção certificada como orgânica é bastante extensa e
diversificada. Inclui, além de frutas e verduras, laticínios, café,
cachaça, açúcar, sucos, geléias, azeite de dendê, guaraná, cacau, mel,
algodão, óleo de babaçu, soja, arroz, carne de gado, de frango, ovos,
extratos vegetais, chás, camarão, cogumelos etc.
Os maiores consumidores do mundo são: a Comunidade Européia, Japão, Estados Unidos.
O
expressivo crescimento do setor de alimentos orgânicos (o setor que
mais cresce dentro do mercado de alimentos no mundo) levou os governos
dos mais diversos países a criarem suas legislações específicas para
esse tipo de produto e a estabelecer programas de incentivo e pesquisa.
No Brasil, temos o “Pró-Orgânicos”, programa do Ministério da
Agricultura, Pecuária e Abastecimento, atuando através de sua Comissão
Nacional e das Comissões Estaduais. Nossa Legislação para o setor é a
seguinte: a Instrução Normativa n . 007, de 17 de maio de 1999; a
Instrução Normativa n º. 016, de 11 de Junho de 2004; a Lei n º.
10.831, de 23 de Dezembro de 2003 e a Portaria n º. 158, de 08 de Julho
de 2004.
Uma excelente oportunidade para se ter um panorama do
que acontece no mercado de produtos orgânicos é um grande evento
internacional, que ocorre anualmente, a
Feira BioFach América Latina.