A maior floresta tropical do mundo

Saara na Amazônia

Pesquisa mostra que a poeira que sai do Saara e atravessa o Atlântico está ligada diretamente à intensidade de chuvas na Amazônia.

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A Amazônia é a maior floresta tropical em área contínua da Terra. São cerca de 7 milhões de quilômetros quadrados divididos entre o Brasil, Venezuela, Suriname, Guiana, Guiana Francesa, Equador e Colômbia. Nela também está a maior bacia hidrográfica do mundo com o maior rio do planeta, o Amazonas. Ficam no Brasil cerca de 80% da floresta.

A maior parte do ecossistema amazônico fica em terra firme numa grande planície de 100 a 200 metros de altitude que segue até as montanhas onde inicia a Cordilheira dos Andes. Esta grande planície é fruto dos sedimentos deixados pelo lago Belterra, que existiu na região se formou a 1,8 milhão de anos atrás e desapareceu há 25 mil anos.

Na foz da bacia hidrográfica no litoral brasileiro, o solo e a vegetação estão praticamente no nível do mar e, em algumas áreas abaixo, o que faz com que o mar invada o leito do rio, provocando um fenômeno chamado pororoca. Igarapés, estreitos riachos que cortam a mata, e igapós, extensas áreas com água cobrindo a vegetação mais baixa, são comuns na região. Uma das mais interessantes atrações turísticas da região, o encontro das águas em Manaus mostra outra característica da região: de um lado as águas escuras e ácidas do rio Negro, do outro as barrentas do rio Solimões se unem para formar o Amazonas.


Imagem cedida pela Prefeitura de Manaus
Encontro das águas em frente à cidade

Como todas as floretas tropicais, a maior parte do seu solo é pobre em nutrientes, formando uma grande biomassa na base das árvores, essa sim rica em nutrientes. Suas árvores como as samuameiras, castanheiras, mogno ou jatobá podem chegar a alturas entre 30 e 50 metros de altura. As palmeiras também são comuns na região. O açaizeiro, de onde sai o açaí - fruto utilizado na alimentação diária de boa parte da população tradicional da região, é um dos mais comuns.

A dimensão da rica biodiversidade amazônica ainda é uma incógnita, havendo as mais diversas estimativas para o número de espécies vegetais e animais presentes na floresta. Alguns animais aquáticos bem conhecidos como o pirarucu, boto e peixe-boi estão ameaçados de extinção graças a exploração desenfreada. O mogno, árvore cuja madeira pela sua maleabilidade é muito procurada, também está ameaçada.

A pressão econômica e social do homem tem sido a maior razão para a devastação amazônica. O chamado arco do desmatamento, área fronteiriça da floresta que abrange Rondônia, norte do Mato Grosso, sul do Pará e oeste do Maranhão, empurra a destruição cada vez mais para dentro da mata. Saiba mais na página sobre devastação na Amazônia.