Alternativas

O futuro da Amazônia é uma grande incógnita. Há várias pressões sociais sobre a região. A população em geral deseja melhorias econômicas e de infra-estrutura. Do outro lado, cientistas e ambientalistas batalham por uma diminuição da pressão contra a floresta. Empresários nacionais e internacionais se interessam em usar a riqueza em prol dos seus negócios. O governo vê na região um grande potencial para suprir problemas de infra-estrutura do País, por exemplo, com a construção de hidrelétricas.

Uma discussão comum em todos esses setores é qual a verdadeira vocação da região. Uns dizem que é o extrativismo; outros, a industrialização.

A maioria considera imprescindível um zoneamento econômico-ecológico da região, que o Ministério do Meio Ambiente vem delineando nos últimos anos. A grosso modo, o zoneamento é uma divisão territorial da região em pólos econômicos e ecológicos específicos. Nesse zoneamento, estão as grandes unidades de conservação da região, que, pelo menos na teoria, são inibidores do desmatamento. Cerca de 40% dos 5 milhões de quilômetros quadrados da Amazônia Legal estão protegidos de alguma forma, segundo os dados levantados pela Fundação Vitória Amazônica e publicados na revista Política Ambiental, da organização Conservação Internacional. É bom lembrar que nem todas as unidades de conservação têm o intuito de deixar a natureza intacta. Reservas indígenas, por exemplo, prevêem a utilização da terra para cultivo, em pequena escala. Além disso, desde 2002, o governo criou uma nova modalidade de unidade que é reserva de desenvolvimento sustentável (RDS), onde é possível a exploração dos recursos naturais com baixo impacto e pela população tradicional que já vive no local. A primeira foi a Itatupã-Baquiá no estuário do rio Amazonas.

Além disso, é unânime a necessidade de aumentar a fiscalização tanto nas reservas quanto nos pólos madeireiros. A fiscalização e a punição de corruptos em órgãos de desenvolvimento como a extinta Sudam também é condição sine-qua-non para uma melhoria no trabalho.


Imazon (Instituto do Homem e do Meio Ambiente na Amazônia)