Como funcionam os aterros

Autor: 
Craig Freudenrich, Ph.D.

aterros sanitários

Você acabou de comer em um restaurante fast food e vai jogar no lixo o resto de comida, as embalagens, os copos, os utensílios e os guardanapos. Na coleta de lixo diária no seu bairro, você leva o lixo para a calçada e os lixeiros jogam o conteúdo em um grande caminhão, que leva tudo embora. Talvez você tenha pensado, ao ver o caminhão de lixo partir, onde aquele lixo vai parar.


Caminhões despejam lixo em um aterro

Os americanos produzem lixo a uma espantosa taxa de quase dois quilos por dia por pessoa, o que significa 600.000 toneladas por dia ou 210 milhões de toneladas por ano! Isso é quase o dobro de lixo produzido por pessoa na maioria dos outros grandes países. O que acontece com esse lixo? Uma parte é reciclada ou reutilizada e outra é incinerada, mas a maioria é enterrada. Neste artigo, vamos ver como um aterro é formado, o que acontece com o lixo lá, quais os problemas associados a um aterro e como eles são resolvidos.

Lixo parado

Mais de 20 mil toneladas de lixo doméstico produzido diariamente em todo o Brasil não são coletadas e vão parar em cabeceiras de rios, valas, terrenos baldios ou são simplesmente queimadas.

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No Brasil uma das grandes preocupações hoje é o crescimento da quantidade de lixo produzido no país - cerca de 180 mil toneladas por dia - média de quase 1 quilo de lixo por habitante. Qual seria a solução para acabar com os chamados lixões?

Alguns programas de resíduos sólidos então sendo elaborados pelo Ministério do Meio Ambiente juntamente com a FUNASA (Ação Resíduos Sólidos da Fundação Nacional de Saúde) e outros órgãos. O objetivo é acabar com os lixões e melhorar a qualidade ambiental. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, o projeto prevê a implantação, ampliação ou melhoria do sistema de coleta em todos os Estados brasileiros.

Algumas cidades, especialmente nas regiões Sul e Sudeste (São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba), têm alcançado altos índices de produção de lixo, podendo chegar a 1,3 kg por habitante por dia, isso incluindo todos os resíduos manipulados pelo sistema de serviço de limpeza urbana (domiciliares, comerciais, de limpeza de logradouros, de serviços de saúde e entulhos). Outro fator relevante no Brasil é a participação de catadores na segregação informal do lixo.

A solução para o tratamento do lixo no Brasil tem sido a criação de algumas unidades de compostagem/reciclagem. Elas utilizam tecnologias simples, realizando manualmente a seleção dos resíduos. Aos poucos estão surgindo usinas de incineração, principalmente em resíduos de serviços de saúde e de aeroportos, porém, em geral não atendem aos requisitos mínimos ambientais da legislação brasileira, para saber mais sobre a legislação ambiental brasileira consulte a Adequação da Legislação Ambiental Brasileira à Convenção Sobre Diversidade Biológica. Outras unidades de tratamento térmico desses resíduos, tais como autoclavagem, microondas e outros, vêm sendo instaladas com freqüência em algumas cidades brasileiras, mas os custos de investimento e operacionais ainda são muito altos. Para maiores informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos Urbanos no país acesse o Manual de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos do Governo Federal do Brasil.