A baleia jubarte é uma espécie migratória que passa boa parte da vida de forma solitária. Por isso, são muitas as situações onde o som é o único meio através do qual os animais interagem. Pesquisadores que trabalham com populações de jubarte em todo o globo vêm observando que estas baleias emitem sons enquanto realizam as mais variadas atividades: fêmeas conversam com os filhotes, grupos competitivos emitem uma variedade de notas, e os machos cantam. A complexidade, a beleza e a importância do canto para a espécie fizeram com que as jubartes recebessem o título de "baleias cantoras".
A baleia jubarte adulta mede de 12 a 16 metros e pesa mais de 40 toneladas. De janeiro a julho, alimenta-se nos pólos e de julho a novembro migra para os mares tropicais. Nada a uma velocidade de 6 a 12 km/h.
Os inimigos naturais da jubarte são as orcas (Orcinus orca), as falsas-orcas (Pseudorca crassidens) e os grandes tubarões da família Carcharhinidae. Esses animais atacam as jubarte, principalmente quando jovens e menores.
Devido aos seus hábitos costeiros durante os períodos migratórios (julho a dezembro), a baleia jubarte sofre com fortes pressões antrópicas, como as capturas acidentais em redes de pesca, colisão com barcos e navios, poluição dos mares e a destruição de seus habitats.
Outra ameaça potencial e iminente é o aumento do turismo para a observação de baleias (whalewatching) no Banco dos Abrolhos, que, se feito de forma irracional e descontrolada, pode molestar seriamente as baleias jubarte. A atividade petrolífera na região do Banco dos Abrolhos e adjacências é causa de preocupação quanto a futuros impactos sobre a população de baleias. Existem registros de capturas em redes de deriva oceânicas para as regiões sul e sudeste do Brasil.
Já em 1602, foi estabelecido, na região de Salvador (BA), o primeiro porto destinado à caça das baleias. No decorrer do século 17 foram criadas novas armações em pontos estratégicos espalhados por todo o litoral da Bahia, e a região de pesca à baleia foi estendida até o Sudeste. Da gordura do animal era extraído o óleo, importante fonte de energia para a iluminação das cidades e principal razão pela qual as baleias eram caçadas.
A caça de baleias é proibida por lei no Brasil desde 1987 e na maioria dos países, menos na Noruega, Japão e na Islândia. No entanto, várias espécies continuam em perigo, pois durante séculos a caça indiscriminada reduziu drasticamente as baleias de todos os oceanos. Alguns cientistas calculam que a caça indiscriminada de baleias tenham reduzido suas populações nos mares do mundo entre 60 a 80%. De uma população inicial estimada em 150 mil jubartes, restam hoje cerca de 25 mil, de acordo com o Ibama.
Além do Instituto Baleia Jubarte, existem vários outros monitorando e estudando as seis outras espécies de baleias que freqüentam a costa brasileira. São elas: Bryde, Minke, Sei, Fin, Franca-do-Sul e Azul.
Na região do Arquipélago de Abrolhos, no sul da Bahia, na época do acasalamento, as baleias jubarte chegam e se concentram para reprodução e cria. São observadas normalmente em pares fêmeas com filhotes acompanhadas de machos adultos (escorts). Estes competem pelo acesso às fêmeas em idade de reprodução. Os machos disputam as fêmeas com lutas entre si e comportamentos agressivos. A maturidade sexual é alcançada com aproximadamente 11 meses. A gestação dura cerca de 1 ano. As fêmeas dão à luz a um único filhote que ao nascer mede cerca de 5 metros e pesa 1,5 tonelada. A amamentação dura de 6 a 10 meses. O intervalo médio entre as crias é de 2 anos. Podem viver, pelo menos, 40 anos.
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