A tecnologia da Skyonic de captura e sequestro do carbono funciona mais ou menos assim:
O conceito é ótimo, mesmo em sua forma mais simples. Se analisarmos mais a fundo, veremos que é ainda mais interessante. Uma usina elétrica que queima carvão produz essencialmente três coisas: energia (bom), poluentes (ruim) e calor (neutro). O SkyMine usa tudo que nós não queremos ou não precisamos - poluentes, resíduos e calor - para criar produtos que realmente queremos.

O aparelho SkyMine, cujo protótipo tem aproximadamente o tamanho de dois trailers de 15 metros, é ligado à chaminé da usina. Ele envia as emissões para os trailers em vez de jogá-las no ar. O calor que passa através das chaminés da usina serve de combustível para o SkyMine. E, considerando a quantidade de calor gerada pela queima de carvão, combustível é o que não vai faltar. Uma vez dentro do SkyMine, os poluentes passam por uma série de procedimentos e se transformam em benefícios.
Esse processo é muito eficaz: o SkyMine remove entre 85 e 97% do mercúrio, dos gases da chuva ácida e do CO2 das emissões das chaminés que passam pelo sistema. A reação do subproduto principal, o bicarbonato de sódio, é totalmente inofensiva e extremamente útil. Mas o problema é que, apesar dos milhares de usos domésticos e industriais do bicarbonato de sódio, pode não haver compradores suficientes para toda a quantidade produzida pela SkyMine.
A pergunta é: de quanto bicarbonato de sódio estamos falando? E o que é feito com ele? A seguir analisaremos os prós e contras do SkyMine.