Poucos legisladores no mundo consideram os impostos nacionais de carbono sucessores práticos do Protocolo de Kyoto, um mercado de carbono multinacional. O Protocolo de Kyoto expira em 2012, mas seu exemplo, como também o exemplo dos programas de limitar-e-negociar voluntários como a Bolsa do Clima de Chicago (CCX), tornaram os programas limitadores norma. Os Estados Unidos têm ainda um programa de limitar-e-negociar bem sucedido para as emissões de dióxido de enxofre.
![]() Fotógrafo: Michael McCloskey | Agência: Dreamstime Um Deputado de Michigan propôs |
A maioria dos políticos acredita que um imposto sobre carbono enfureceria os eleitores já avessos aos altos preços da gasolina e da energia. Se os legisladores favorecem qualquer tipo de legislação de energia, eles tendem a preferir esquemas de limitar-e-negociar pois, diferentemente do imposto de carbono mais amplo, os esquemas de limitar-e-negociar permitem isenções de indústrias específicas.
O Deputado John D. Dingell, D-Mich., presidente do Comitê de Energia e Comércio da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, porém, propôs um imposto sobre carbono. Apesar de ele esperar que a conta seja impopular, ele deseja ouvir o que as pessoas pensam de tal medida.
O Presidente Bill Clinton também propôs um imposto sobre o conteúdo energético dos combustíveis. Economistas acreditam que o seu "Btu Tax" (imposto sobre consumo de energia) sobrecarregaria os consumidores e prejudicaria a economia. Ele foi aprovado no Congresso, mas rejeitado no Senado. O governo da Nova Zelândia esboçou planos para um imposto de carbono em 2005, acreditando que o acréscimo estimado de 6% proposto nas contas de energia elétrica era excessivo.
Apesar da falta de apoio político, o imposto de carbono atrai economistas, ambientalistas e até mesmo alguns empresários que gostam de sua justiça natural. Entretanto, muitas pessoas concordam com um ponto. Indivíduos, negócios e serviços públicos precisam de incentivos reguladores para aumentar a eficiência da energia e trocar para combustíveis alternativos. Ambos, esquemas de limitar-e-negociar e impostos de carbono, criam incentivos necessários à mudança.
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