Para onde vão as emissões?

Captura e armazenamento de carbono - uma das tecnologias mais promissoras de carvão limpo - captura e isola as emissões de dióxido de carbono (CO2) das fontes fixas como usinas elétricas. Como o CO2 contribui para o aquecimento global, reduzir sua liberação na atmosfera tem se tornado a maior preocupação internacional. Para descobrir as formas mais eficazes e econômicas de captura, os pesquisadores desenvolveram várias tecnologias.

A separação de gás combustível remove o CO2 com um solvente, retira o CO2 com vapor e condensa o vapor em um jato concentrado. A separação do gás combustível devolve o CO2 comercialmente útil, que ajuda a compensar seu preço. Outro processo, combustão oxicombustível, torna o combustível indelével pela ação do fogo transformando-o em oxigênio puro ou enriquecido para criar um gás combustível composto primariamente por CO2 e água - isto faz com que haja fuga de energia no intensivo processo de separação do CO2 de outros gases combustíveis. Uma terceira tecnologia, captura de pré-combustão, remove o CO2 antes que seja queimado como uma parte do processo de gaseificação.

Após a captura, contêineres seguros isolam o CO2 coletado para evitar ou interromper sua reentrada na atmosfera. As duas opções de armazenagem, geológica e oceânica, devem conter o CO2 até que os picos de emissões diminuam daqui a centenas de anos. A armazenagem geológica implica injetar o CO2 na terra. Esgotados os campos de petróleo ou gás e as salinas profundas, os aqüíferos seguramente contêm CO2, ao passo que o carvão que não pode ser escavado parece absorvê-lo. Um processo chamado de intensificar a recuperação de petróleo já usa CO2 para manter a pressão e melhorar a extração dos reservatórios de petróleo.

Armazenagem oceânica, uma tecnologia ainda em seus primeiros passos, implica a injeção de CO2 líquido na água entre 500 e 3.000 metros de profundidade, onde se dissolve sob pressão. Esse método, entretanto, diminuiria levemente o pH e causaria danos em potencial ao hábitat marinho. Todas as formas de armazenagem de CO2 precisam de preparação e monitoração cuidadosas para evitar problemas ambientais mais sérios que os benefícios de restrição do CO2.

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O carvão não vai a nenhum lugar tão cedo - ele gera metade da energia dos Estados Unidos.
Fotógrafo: Jorge Figueiredo | Agência: Dreamstime
O carvão gera metade da energia dos Estados Unidos

Como as formas alternativas de energia ainda não podem substituir uma fonte de energia tão barata e abundante como o carvão, a tecnologia do carvão limpo promete mitigar os crescentes e severos efeitos climáticos das emissões de carvão. As empresas de serviços públicos e privados nem sempre, entretanto, aceitam a tecnologia puramente pelo bem do meio ambiente - a tecnologia deve, primeiro, trazer economia.

Limpar carvão e isolar suas emissões aumenta significantemente o preço por BTU daquilo que, ao contrário, seria um combustível barato. Ao passo que a venda de subprodutos como gipsita ou CO2 comercial para refrigerantes e gelo seco pode compensar o preço da tecnologia de carvão limpo, uma cobrança sobre o carbono poderia tornar a redução de emissão de gases financeiramente viável.

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