De acordo com uma novo estudo publicado pela revista National Geographic, a China lidera o mundo quando o assunto é o total de toneladas de peixes capturados anualmente bem como a quantidade de peixes consumidos. A pesquisa, conduzida pela Universidade da Columbia Britânica, classificou as 20 primeiras nações que mais causam impacto sobre os ecossistemas do oceano em se tratando de captura e consumo da fauna marinha.
O primeiro lugar da China é resultado de sua enorme população. O Japão também ocupa um lugar alto na lista em função da tradição de consumir peixe – os japoneses consomem muito mais do que pescam. Os Estados Unidos ocupam o terceiro lugar em ambas as listas (captura e consumo) devido à população relativamente grande e tendência a comer peixes predadores, como o salmão do Atlântico. O Peru, por sua vez, ocupa o segundo lugar na lista dos países que mais capturam, mas não aparece na lista dos países que mais consomem já que a maioria dos peruanos não come frutos do mar. O Brasil não está dentro das 20 primeiras nações em nenhuma lista.
Para avaliar o verdadeiro impacto que essas nações têm sobre os oceanos, os pesquisadores precisaram observar não apenas o que determinada nação captura mas também o que os seus cidadãos costumam comer. Cada peixe é diferente, bem como o impacto que a sua falta causa no meio ambiente. O atum, por exemplo, é um dos maiores predadores - ele se alimenta de enormes quantidades de peixes, incluindo a cavala que por sua vez se alimenta de anchova.
Os pesquisadores elaboraram um método para comparar todos os tipos de peixes através da criação de uma unidade de medição baseada na “produção primária” - organismos microscópicos existentes na parte inferior da cadeia alimentar marinha - necessária para fazer um quilo de determinado peixe.
O estudo também permitiu aos pesquisadores avaliar o impacto individual de cada nação nos oceanos, baseando-se não apenas no que capturam, mas também no que os cidadãos comem através de importações. Grande parte da pesca mundial, especialmente de alto mar, é comprada por pessoas que vivem em países ricos. E os cidadãos dos países pobres não conseguem nem ao menos consumir seus pescados já que eles são vendidos às nações ricas.
Os pesquisadores são a favor de que se estabeleçam metas de consumo de frutos do mar por nação, bem como uma melhor regulamentação para a proteção dos recursos marinhos. Ainda segundo os pesquisadores, apenas 1% do oceano está hoje sobre proteção ambiental.
Publicado em 23 de setembro de 2010.





