Reduzindo a chuva ácida

A chuva ácida existe desde que as primeiras fábricas da Revolução Industrial começaram a lançar emissões tóxicas. Um cientista inglês, Robert Angus Smith, inventou o termo "chuva ácida" em 1872, quando escreveu sobre sua ação corrosiva nas construções e seu efeito fatal nas plantas. Mas a chuva ácida só se tornou um problema ambiental monitorado pelo governo mais de um século depois. Os cientistas determinaram que a chuva ácida era um problema transfronteira, e não local. Em 1980, a Lei da Deposição Ácida deu início a um estudo de 10 anos sobre a chuva ácida sob a orientação do NAPAP (National Acidic Precipitation Assessment Program - Programa Nacional de Avaliação da Precipitação Ácida) para monitorar os locais ao redor do país.

Em 1990, munido com o estudo do NAPAP, o Congresso norte-americano alterou a Lei do Ar Limpo existente para incluir a chuva ácida. A nova emenda do Título IV da Lei do Ar Limpo exigia reduções de SO2 e NOx. O ARP (Acid Rain Program - Programa de Chuva Ácida) foi formado em 1995 para colocar em execução o Título IV.

usina de energia de chuva ácida
Fotógrafo: Czbrat | Agência: Dreamstime.com
As usinas de energia devem limitar as emissões
de SO2 e NOx para atender às metas
estabelecidas pelo ARP

O ARP impõe limites às indústrias de energia para reduzir as emissões anuais de SO2 e NOx. O ARP utiliza um programa de limitar-e-negociar (cap and trade) para diminuir as emissões de SO2. Ele determina um limite sobre a quantidade total de SO2 que as usinas de energia das adjacências dos Estados Unidos podem produzir. Após definir um limite, o ARP distribui autorizações às unidades das usinas de energia. As unidades podem produzir somente a quantidade de SO2 que têm direito. Se reduzirem as emissões em um prazo menor que o exigido pelo ARP, elas poderão acumular autorizações para usar futuramente ou vendê-las a outras usinas. O limite, no final de 2010, será de 8,95 milhões de toneladas permitidos por ano, 50% menos do que as emissões das usinas de energia desde 1980 [Fonte: EPA (em inglês)].

O ARP regulamenta as reduções de NOx com um com um sistema regulador com base no índice mais convencional. O programa determina um limite sobre os quilogramas admissíveis de NOx por milhões de unidades térmicas britânicas (lb/mmBtu) para cada caldeira da usina de energia. Os proprietários atendem as reduções estabelecidas para caldeiras individuais ou calculam a média das emissões de todas as unidades que possuem, além de atenderem uma determinação combinada. O ARP visa reduzir o NOx para 2 milhões de toneladas abaixo do nível projetado em 2000, em que não existia o Título IV [Fonte: EPA (em inglês)].

As usinas de energia atendem às metas do ARP usando carvão com baixo teor de enxofre, "lavadores de gases" ou sistemas de dessulfurização de gás, queimadores de baixo teor de NOx e outras tecnologias de carvão limpo. Elas também podem negociar os créditos de SO2 entre si.

Mesmo com uma demanda elevada de energia, o ARP reduziu com sucesso as emissões de SO2 e NOx. Mas o NAPAP sugere que para os ecossistemas se recuperarem completamente, as reduções terão que estar 40% a 80% a mais abaixo dos limites de força total de 2010 [Fonte: EPA (em inglês)].

Os carros também emitem NOx. Modelos mais novos de conversores catalíticos ajudam a tratar das emissões e a remover o NOx e outros poluentes, como monóxido de carbono e VOCs, que contribuem para a poluição.

Mesmo com extraordinárias tecnologias de carvão limpo, conversores catalíticos e rigorosos limites e regulamentos, os combustíveis fósseis ainda são uma fonte de energia suja. Formas alternativas de energia, como nuclear, solar e hidrelétrica, não emitem os milhões de toneladas de SO2 e NOx­ que destroem os ecossistemas, arruinam construções e monumentos e comprometem a saúde das pessoas.

­Para saber mais sobre chuva ácida, formas alternativas de energia e outros tópicos relacionados, verifique os links na próxima página.