Aplicações da depuração de CO2

Talvez um dia venha a ser possível depurar o CO2 de praticamente qualquer lugar. Porém, por enquanto, depurar o CO2 é viável primordialmente em fontes estacionárias de dióxido de carbono, como usinas de energia acionadas por combustíveis fósseis. Caso você acredite que a área-alvo parece limitada, enganou-se. A combustão de combustíveis fósseis é a maior fonte de CO2 na atmosfera. As usinas de energia emitem, sozinhas, mais de um terço do total de CO2 mundial [fonte: Herzog (em inglês)].

fossil fuel burning
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A queima de combustível fóssil é a maior fonte de CO2 na atmosfera

Apesar do duplo esforço para reduzir o consumo de energia e encontrar fontes alternativa de energia, as pessoas não se sentem inclinadas a mudar seus hábitos. E ainda que se tenha o conhecimento necessário para construir usinas mais limpas e mais eficientes, esses modelos mais novos não estarão amplamente disponíveis por diversas décadas, devido à durabilidade das usinas de energia (cerca de 40 anos) [fonte: RWE (em inglês)]. Pesquisas indicam que, por volta de 2030, dois terços das emissões de CO2 virão das usinas existentes [fonte: ScienceDaily (em inglês)].

Obviamente, as pessoas precisam de uma maneira de limpar aquilo que poluem. Como único método de captura de carbono (em inglês) que pode ser aplicado às usinas existentes, a depuração de CO2 é a solução necessária. Ela representa basicamente uma maneira de ganhar tempo para promover a transição rumo a fontes de energia mais limpas. As normas da Agência de Proteção Ambiental (EPA - em inglês) dos Estados Unidos e o protocolo de Quioto (que estabelece limites para a quantidade de CO2 que cada signatário está autorizado a emitir) oferecem incentivos adicionais.

Purificadores de ar gigantes?

Alguns cientistas estão indo um ou dois passos além dos atuais depuradores de CO2, projetados para usinas de energia e sugerem dispositivos que poderiam literalmente absorver CO2 do ar. As unidades de aparência semelhante a árvores ficariam a céu aberto e recolheriam CO2 em suas superfícies. Da mesma maneira que uma árvore usa CO2 na fotossíntese, mas com efeito muito mais intenso, as unidades disporiam de um poderoso agente de absorção que sugaria o CO2 do ar em torno e o armazenaria.


Outros países criaram um mercado de emissões, um sistema que estabelece preços para as emissões de carbono. A Comissão Européia, por exemplo, determinou que negligenciar o uso da captura de carbono custaria US$ 80 bilhões a mais do que instalá-la [fonte: The Guardian­­ (em inglês)]. Tudo isso significa que, embora a depuração de carbono continue a ser cara, a inação poderia custar igualmente caro, em longo prazo.

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