O desmatamento no Brasil é um fenômeno historicamente semelhante ao do resto do mundo, fruto da desenfreada atividade humana. É só lembrar que o país tem esse nome, graças à árvore Pau-Brasil, que, na época do descobrimento, era matéria-prima importante para móveis e corantes. E que, hoje, limita-se a crescer em pouquíssimas regiões do país.
A Mata Atlântica, que já foi um imenso território, é a principal grande vítima da colonização e hoje tem cerca de 7% do que seria seu território original, tornando-se um dos principais hotspots ambientais. E, atualmente, uma das grandes preocupações do mundo inteiro é a floresta amazônica. Como a maior floresta tropical do mundo, a região é um grande sorvedouro de carbono. Por isso, o desmatamento da sua região é responsável por cerca de 70% das emissões de dióxido de carbono do Brasil (Fonte: Agência Estado).
![]() Veja o ritmo de desmatamento na região Imazon (Instituto do Homem e do Meio Ambiente na Amazônia) |
São desmatados cerca de 21 mil quilômetros quadrados por ano, o que representa um Estado de Sergipe de floresta no chão por ano. O desmatamento é monitorado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que dá o número oficial do governo federal para o problema. Tais números, que, algumas vezes, são divergentes, ajudaram a políticos contestarem os valores oficiais. É o caso do governador do Mato Grosso, Blairo Maggi, que, no início de 2008, bradou contra os resultados que apontavam seu Estado como o campeão do desmatamento e dizia que não acreditava nos dados do Inpe (Fonte: Agência Brasil). É notório ver no site do próprio instituto que os dados são considerados estimativas. Obviamente, isso acontece porque os dados, que são colhidos via satélite, acabam prejudicados por questões climáticas como a presença de nuvens.
Além do Inpe, outras organizações independentes como a organização não-governamental Instituto do Homem e do Meio Ambiente na Amazônia (Imazon) fazem o monitoramento e muitas vezes seus números podem divergir. Isso porque a ong considera apenas os locais onde houve remoção total da floresta. Já o Inpe registra também áreas de degradação florestal, ou seja, em que a mata não foi totalmente derrubada. A metodologia do Imazon deve mudar até 2009.
Causas
Há várias causas para o desmatamento do Brasil na atualidade. Grilagem de terra, exploração ilegal de madeira, urbanização não planejada, mineração etc. Enfim, são todos fatores comuns a outras regiões do mundo vítimas de desmatamento. A real diminuição da devastação depende, segundo os especialistas, de uma grande conjução de fatores como fiscalização efetiva, diminuição da corrupção, aplicação de formas sustentáveis de exploração econômica da região, urbanização planejada, engajamento das populações tradicionais ao combate do desmatamento etc. Enfim, nenhuma solução única, nem milagrosa. Bom, se você quiser ter mais alguns detalhes sobre o assunto, leia a página sobre degradação da floresta do artigo Como funciona a Amazônia.