No Brasil

O potencial eólico brasileiro é de 143,5 GW (GigaWatts), segundo um estudo da Centro de Pesquisa em Energia Elétrica (Cepel) do Ministério de Minas e Energia feito em 2005. O estudo levou em conta geradores de energia eólica de até 50 metros. Com o avanço tecnológico no setor, que permite geradores de até 80 metros atualmente no Brasil, o potencial cresceria mais ou menos 50%.



“Quanto mais alto, mais potencial eólico, já que vão diminuindo os problemas com relevo e rugosidade do solo”, afirma o pesquisa da Cepel Antônio Leite.
Esse potencial de 143,5 GW representaria a geração de energia de 146 milhões de residência. Essa conta, no entanto, é só ilustrativa. A energia eólica não é energia firme, ou seja, com fornecimento constante. Assim, sua energia é armazenada em baterias ou trabalha em conjunto com as hidrelétricas, ajudando, por exemplo, no abastecimento dos reservatórios dessas usinas. O potencial instalado no Brasil é atualmente de 247,5 MW (MegaWatts), ou seja, 0,25% dos 99,7 GW gerados no país, segundo dados de dezembro de 2007. A tabela abaixo mostra dados de seis meses antes.

Usinas Eólicas em Operação
Usina Potência (kW) Município
Eólica de Prainha 10.000 Aquiraz - CE
Eólica de Taíba 5.000 São Gonçalo do Amarante - CE
Eólica-Elétrica Experimental do Morro do Camelinho 1.000 Gouveia - MG
Eólio - Elétrica de Palmas 2.500 Palmas - PR
Eólica de Fernando de Noronha 225 Fernando de Noronha - PE
Mucuripe 2.400 Fortaleza - CE
RN 15 - Rio do Fogo 49.300 Rio do Fogo - RN
Eólica de Bom Jardim 600 Bom Jardim da Serra - SC
Eólica Olinda 225 Olinda - PE
Parque Eólico do Horizonte 4.800 Água Doce - SC
Macau 1.800 Macau - RN
Eólica Água Doce 9.000 Água Doce - SC
Parque Eólico de Osório 50.000 Osório - RS
Parque Eólico Sangradouro 50.000 Osório - RS
Parque Eólico dos Índios 50.000 Osório - RS
Total: 15 Usina(s) Potência Total: 236.850 kW


O crescimento da capacidade instalada no país se deve em grande parte pelos incentivos que o governo federal tem dado para o assunto. O Programa de Incentivo a Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa), administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), trata-se de uma linha de crédito prevê financiamento de até 70% do investimento, excluindo apenas bens e serviços importados e a aquisição de terrenos. As condições do financiamento são TJLP mais 2% e até 1,5% de spread de risco ao ano. A carência de seis meses, após a entrada em operação comercial, amortização por dez anos e não-pagamento de juros durante a construção do empreendimento.