A coisa mais próxima da energia gratuita: energia renovável

Determinar se podemos ou não obter energia gratuita depende de nossa definição do termo "gratuito". Na página anterior, aprendemos que não podemos reter energia indefinidamente em um sistema de circuito fechado nem aumentar seu volume, criando nova energia.

Assim, nos vemos forçados a contemplar o cada vez mais familiar mundo da energia renovável, que pode ser considerada gratuita - ou quase. A energia renovável produzida poderia ser extraída diretamente de fontes solares, eólicas, geotérmicas e hidrelétricas. Ao aproveitar essas formas de energia recorrente e naturalmente disponíveis, podemos alimentar nosso planeta de combustível de maneira menos invasiva e menos prejudicial do que as fontes não renováveis, como o carvão e o petróleo. Em longo prazo, elas podem ser até mais baratas que os biocombustíveis. No entanto, não se sabe ao certo de que maneira o planeta reagirá quando alterarmos a circulação da energia - digamos, pelo desvio da luz solar para células solares ou pelo aproveitamento do calor do núcleo fervente da Terra para explorar a energia geotérmica.

Wind farm
Christopher Furlong/Getty Images
Turbinas eólicas em operação na Scout Moor Wind Farm, no Reino Unido, começaram a fornecer energia à rede nacional em 30 de junho de 2008. O controvertido projeto dominará o panorama local, mas a eletricidade fornecida por ele abastecerá 30 mil residências.

Mas será que existe um custo inerente da energia renovável para computar na equação, algo que arruíne o aspecto gratuito? Desenvolver tecnologias eficientes para converter essas formas naturais de energia ao uso prático oferece diversos desafios já há alguns anos. Mas, com a alta nos preços do petróleo, o custo de desenvolver e iniciar soluções de combustível renovável tem se tornado mais aceitável para os pesquisadores e engenheiros. As turbinas eólicas, conversores de energia das marés, painéis solares e represas hidrelétricas estão entre as formas de energia renovável que vêm fazendo avanços em todo o mundo.

Embora o desenvolvimento de novas tecnologias possa ser dispendioso, elas podem gradativamente compensar esses custos, à medida que ganham popularidade. Assim que uma tecnologia chega ao mercado, consumidores, empresas ou governos passam a cuidar dos investimentos e, por fim, o sistema começa a se custear. Partes diferentes do mundo oferecem investimento em opções diferentes de energia renovável - Nevada, por exemplo, oferece melhores condições para painéis solares do que o Alasca. Você ainda teria de pagar por alguns trabalhos de manutenção, ocasionalmente.

Se você deseja transformar a energia renovável em investimento personalizado, deveria pensar em cobrir o telhado de sua casa com painéis solares ou instalar um sistema geotérmico no quintal. A energia geotérmica por substituir o aquecimento e o ar condicionado aproveitando o calor constante da Terra para aquecer ou refrigerar fluidos que correrão por canos instalados em seu quintal. A instalação de sistemas geotérmicos pode ser cara, mas em longo prazo a economia que propiciam pode justificar os custos.

Grátis para mim

Para algumas pessoas, energia grátis quer dizer "grátis para mim", ou roubada. A cada dia, muitas pessoas tentam piratear energia, contornando os relógios de eletricidade ou puxando uma extensão da tomada alheia. É o que no Brasil, chamamos de "gato" ou "macaco". Aliás não é digamos uma exclusividade brasileiras, mas de países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento. Na Índia, por exemplo, as empresas de energia estão tentando reduzir os prejuízos por meio da instalação de sistemas de rastreamento a fim de acompanhar o que acontece com a energia no trecho final entre a subestação e as moradias. De acordo com uma estimativa, 40% da energia do país é perdida ou roubada [fonte: Hindustan Times (em inglês)].


Para aprender mais sobre como aproveitar a energia que flui pelo nosso ambiente natural, siga os links da próxima página.