O dióxido de carbono é importante para o ecossistema e nem todos estão preocupados com a prematura introdução desse gás na atmosfera. Alguns céticos do clima não acreditam que o aquecimento global seja resultado da queima de combustíveis fósseis. Mas, à medida que os estudos sobre os efeitos da introdução do dióxido de carbono atmosférico a partir de fontes antropogênicas (humanas) se desenvolvem, mais membros da comunidade científica, como os integrantes do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas - IPCC, estão procurando maneiras de aliviar o estresse que estamos colocando no ciclo de carbono.
Para compensar nossas emissões de CO2, alguns sugerem capturar o dióxido de carbono gasoso antes que ele escape para a atmosfera. Os lugares ideais para sistemas de armazenamento e captura de carbono (CCS) podem estar nas próprias termelétricas que emitem toneladas de dióxido de carbono todos os dias.
Há três diferentes tipos de captura de carbono: pré-combustão, pós-combustão e combustão de oxiacetileno. O método de pré-combustão requer que se separe o dióxido de carbono das fontes de energia originais, portanto não está presente quando o combustível é queimado. Os sistemas de pós-combustão capturam CO2 após ele ser queimado como resíduo, mas antes que saia da chaminé da termelétrica. A combustão de oxiacetileno adiciona oxigênio quase puro ao CO2 capturado e, quando queimados juntos, facilmente separa o dióxido de carbono tornando mais simples capturá-lo como resíduo.

Uma vez que tenhamos capturado o dióxido de carbono que emitimos, onde devemos colocá-lo? Um dos locais sugerido é o fundo do oceano. O conceito de armazenamento de CO2 em profundidade no oceano foi primeiramente proposto pelo cientista Michael Pilson. Na essência, a teoria é simples: liquefazer o CO2 gasoso e introduzi-lo no solo do oceano. A pressão atmosférica e as baixas temperaturas encontradas no ambiente profundo manteriam o CO2 líquido flutuando negativamente, o que significa que ele afundaria ao invés de flutuar. Uma reação previsível entre o CO2 líquido e a água sob alta pressão e baixa temperatura faz com que o dióxido de carbono se transforme em um composto gelado chamado clatrato. Sob essa forma, o CO2 mantém sua integridade, evitando a absorção pela água do mar.
Por volta do fim do século 20, foram conduzidas experiências para ver se o armazenamento de carbono no oceano profundo seria praticável. Pesquisadores do Monterey Bay Aquarium Research Institute introduziram dióxido de carbono líquido em uma proveta no solo do oceano a 3.600 metros de profundidade. O CO2 cresceu em volume e se decompôs em pedaços que foram arrastados pela corrente [fonte: CNN (em inglês)]. O plano precisava de revisão: a liberação de grandes quantidades de dióxido de carbono no oceano pode subverter o seu ecossistema.