Em 19 de agosto de 2007, uma pesquisa conjunta da Japan Agency for Marine-Earth Science and Technology (Agência Japonesa para Ciência e Tecnologia do Mar e da Terra) e da Japan Aerospace Exploration Agency (Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial) revelou que o gelo ártico estava derretendo em um ritmo muito mais rápido do que o estimado. O que é particularmente alarmante sobre essa descoberta é que os modelos cientificos das Nações Unidas estimaram que os níveis de gelo medidos pela equipe japonesa não seriam atingidos antes de 2040, talvez nem mesmo antes de 2050.
Galeria de imagens do aquecimento global (em inglês)
Um pesquisador do Colorado Center for Astrodynamics (Centro de Astrodinâmica de Colorado) disse que o gelo ártico está derretendo em um ritmo nunca visto antes [fonte: Science Daily]. O derretimento fez que o gelo costeiro em partes do Canadá (em inglês) e do Alasca (em inglês) se tornasse bastante frágil. Esse gelo se desprende em grandes blocos (um processo conhecido como desprendimento) e derrete no oceano aberto. Também existe menos gelo do mar no Oceano Ártico porque o gelo flutuou para o Oceano Atlântico. O registro anterior mais baixo de gelo do mar Ártico foi feito em 15 de agosto de 2005, embora os cientistas tenham falado que havia uma grande probabilidade de que esse registro fosse ainda menor em 2007.
Os verões no Ártico poderão ficar sem gelo dentro de uma década, alertam cientistas britânicos após uma expedição de 73 dias pelo Pólo Norte. ![]() |
O gelo do mar é basicamente medido por meio de três métodos: sensores de microondas em satélites na órbita, bóias e plataformas de observação. Os dois últimos geralmente são equipados com vários tipos de instrumentos de medição. Os cientistas concentram as medições na extensão do gelo do mar e não em sua espessura, já que é mais fácil os satélites medirem a extensão. Quando estão examinando gelo do mar, os cientistas observam a extensão mínima e máxima, a espessura, as condições ambientais e as mudanças no período de derretimento. O período de derretimento do gelo do mar Ártico geralmente dura de março até a metade de setembro.
Esse ritmo de derretimento do gelo ártico deixou os cientistas preocupados com o aumento dos níveis do mar, com a diminuição dos hábitats dos ursos polares e de outros animais, e com a corrida por combustíveis fósseis prestes a acontecer na região. O crescimento do tráfego pela Passagem Noroeste e Nordeste (que passa pela Sibéria) pode aumentar a poluição na área.
O gelo se forma de novo durante o inverno, mas, devido às águas mais quentes, a quantidade de gelo que é recomposto parece estar diminuindo. O gelo, que antes era considerado "permanente", agora está derretendo. Isso deixa uma base de gelo cada vez menor no início de cada período de derretimento.
O gelo do mar tem um importante papel de manter as temperaturas baixas ao redor do mundo. O gelo do mar reflete 80% da luz do sol para a atmosfera, ao passo que a água do oceano absorve 90% dessa luz [fonte: Centro Nacional de Dados sobre Neve e Gelo]. Como o gelo derretido expõe mais partes do oceano à luz do sol direta, os cientistas supõem que a temperatura da água vai aumentar, acelerando o derretimento do gelo.
Na próxima seção, vamos dar uma olhada em mais conseqüências do derretimento do gelo ártico, inclusive na corrida para explorar o fundo do mar e nos valiosos depósitos de energia que existem nele.