Em quase todas as notícias sobre políticas feitas pelos governos para diminuir a emissão de gases de efeito estufa (GEE), promotores do aquecimento global, é feita referência a um tal de IPCC. Mas o que é, afinal de contas, o IPCC?
Em 1988, um ano após surgir o conceito de desenvolvimento sustentável, era criado o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), um órgão internacional vinculado à Organização Meteorológica Mundial (WMO) e ao Programa Ambiental das Nações Unidas (UNEP), com o objetivo de prover informações baseadas em estudos científicos sobre os efeitos e possíveis soluções para as mudanças climáticas aos líderes mundiais.
É um calhamaço de dados sobre o que acontece no planeta por causa dos efeitos da poluição e suas variáveis.
O IPCC foi o vencedor do prêmio Nobel da Paz de 2007, ao lado do ex-vice presidente americano Al Gore, por conscientizar a comunidade mundial e líderes de nações sobre a importância de se combater imediatamente as mudanças climáticas. |
O IPCC é produto da percepção de que a interferência do homem na natureza estaria provocando mudanças no clima da Terra, com conseqüências desastrosas. Tal constatação, não muito agradável, tornou crítica a tarefa de traduzir o complexo conhecimento científico sobre o tema em recomendações de políticas públicas aos governos. Essa é a principal razão modeladora do IPCC, um gigantesco mecanismo gerador de conhecimento, uma rede de aproximadamente 3 mil cientistas de mais de 130 países.
O IPCC se organiza em duas instâncias:
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