Algumas vezes, durante palestras ou apresentações, nos deparamos com pessoas que não trabalham na área florestal, se sentem sensibilizados com os danos ambientais provocados pela exploração convencional na Amazônia, mas, concomitantemente, sentem que nada têm a ver com isso. Isso é verdade? Talvez estas pessoas, de fato, se recordem de ter apenas móveis e peças de madeira, em sua moradia, oriundos de madeira de reflorestamento, como mdf, compensados e aglomerados. Mas, talvez, tais pessoas nunca vistoriaram o telhado de suas casas para constatar as espécies que estão sendo utilizadas. E, talvez, caso residam em apartamentos, nunca se perguntaram quais materiais foram usados nas fôrmas para moldar o concreto que foram descartadas após exercer esta função.
Pesquisas inéditas conduzidas pela organização não-governamental Instituto do Homem e do Meio Ambiente na Amazônia (Imazon) desde 1998 revelaram três importantes fatos:
O que o consumidor pode fazer para ajudar? Primeiro, consumir madeira certificada, ou de áreas manejadas. A segunda tarefa é um pouco mais complicada, já que muitas vezes o fornecedor não conhece ou não pode comprovar a origem da madeira. Certamente, entretanto, vale a pena ao menos descobrir se a madeira é proveniente de desmatamentos ilegais. Em algumas situações e para alguns estados da Amazônia – e há a previsão de que isto será um mecanismo crescentemente mais disponível ao público – é possível consultar na internet, através do Sisflora (Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais) uma lista das empresas que produzem madeira manejada na Amazônia. Finalmente, se o município em que você reside ainda não possui uma política formal de compra de produtos madeireiros certificados ou comprovadamente manejados da Amazônia, exija que isto seja feito. O mesmo poderia ser exigido, através de organizações da sociedade civil, aos governos estaduais.