Rinha de galos e briga de cães

Autor: 
Sylvia Estrella

Rinha de galos

Equipados com afiadas lâminas de metal, na altura das esporas, os galos se vêem forçados a lutar até a morte, ou quase, para satisfazer aos apostadores. O galo que correr da briga, que cai por nocaute, ou quebra a pata ou a asa, perde e acaba, em muitos casos, morrendo.

Os 'galos de briga' só brigam na natureza para defender o seu território e que, nas rinhas, apenas reagem de acordo com o que aprenderam.

A prisão do publicitário Duda Mendonça em uma rinha de galo em 21 outubro de 2004, no Rio de Janeiro, trouxe a discussão sobre crueldade contra animais a público novamente. Duda, que foi coordenador de campanha eleitoral do presidente Luís Inácio Lula da Silva, e os outros acusados pagaram fiança de R$ 1 mil e conseguiram liberdade provisória, mesmo tendo sido presos em flagrante. A briga de galos é proibida no Brasil pela lei de crimes ambientais.

Há um projeto de lei 4340/04, de autoria do deputado Fernando de Fabinho (PFL-BA) que tramita em regime de prioridade pelo Congresso Nacional pelo qual as rinhas de galo e de canário poderão deixar de ser crime, se for aprovado.

Briga de cães

Dois cães são colocados juntos para brigarem. A 'luta' só termina quando o dono do cão desiste.

Em combates profissionais, há um tipo chamado 'Till Death do Us Part' (até que a morte nos separe). Nesse combate a 'luta' termina com a morte de um dos cães. Cão de rinha é um cão como outro qualquer, que foi 'treinado e estimulado', desde pequeno para combater outro cão. É um cão que não teve escolha. Ele apenas aprendeu o que o seu dono ensinou.

Os cães de rinha geralmente tem orelhas curtas, muitas vezes amputadas. Feridas e machucados constantes e cicatrizes na cabeça, pescoço, pernas e orelhas. A briga de cães é proibida no Brasil pela lei de crimes ambientais.