No Brasil, os parâmetros de poluição e as unidades de monitoramento podem ser gerenciados pela União, Estados ou municípios. É importante, no entanto, analisar os parâmetros medidos e outros dados através da delimitação de bacias e regiões hidrográficas, pois é sob uma bacia hidrográfica que se estende a poluição de um rio e não sob uma divisão política (que, às vezes, pode coincidir com as bacias hidrográficas).
O sentido da contaminação de um rio é sempre o da montante para a jusante, ou seja, uma poluição que atinge os pontos mais altos de um rio atingirá os pontos mais baixos da sua bacia. Também é importante lembrar que o Índice de Qualidade da Àgua (IQA) é também utilizado para a formulação dos dados de balneabilidade das praias, que são divulgados nos jornais com a finalidade de informar se as praias estão poluídas e próprias para banho ou não.
Os valores de IQA que são medidos pelos estados brasileiros são adaptados a partir do IQA dos Estados Unidos, elaborado em 1970 pela National Sanitation Foundation (NSF), havendo adaptações específicas entre os Estados brasileiros. Os IQAs brasileiros, em sua grande maioria, são uma média entre parâmetros de avaliação que possuem pesos diferentes na formulação dessa média, conforme demontrado na tabela:
| Tabela 1 - Parâmetros de IQA e Respectivos Pesos | |
| Parâmetro | Pesos |
| Oxigênio dissolvido | 0,17 |
| Coliformes fecais | 0,15 |
| Potencial hidrogênico (pH) | 0,12 |
| Demanda bioquímica de oxigênio | 0,10 |
| Temperatura | 0,10 |
| Nitrogênio Total | 0,10 |
| Fósforo Total | 0,10 |
| Turbidez | 0,08 |
| Resíduo Total | 0,08 |
| Fonte: ANA 2005 | |
Na próxima página explicaremos a relação desses parâmetros com a poluição das águas e a interação dos mesmos nos fluxos de matéria e energia.