Processo de reciclagem

Autor: 
Celso Monteiro

Qual é o papel do consumidor na reciclagem do plástico? Como as pessoas podem contribuir para melhorar o índice brasileiro?

Ao consumidor cabe separá-lo em casa e entregá-lo para a coleta seletiva da prefeitura ou às cooperativas de catadores. Pode também depositá-lo nos lixos vermelhos de reciclagem, disponibilizados por diversas lojas e supermercados. O material será recolhido, separado e vendido (ou doado, depende do caso) para indústrias de reciclagem que, por sua vez, executarão a reciclagem propriamente dita.

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O que entra no "lixinho vermelho"?

O plástico é um material muito versátil, é comum o observarmos em diversos níveis de rigidez, gramatura e cores. Eles podem ser divididos em dois grupos:

- Rígidos: aparelhos telefônicos, eletrodomésticos, garrafas PET, carros e lapiseiras;

- Filmes: sacolinhas plásticas, embalagem de cigarro e papel filme.

Em ambos os grupos, (quase) todos os componentes são recicláveis e, portanto, devem ser encaminhados para a reciclagem. A exceção (o que não é reciclado) fica por conta de cabos de panela, botões de rádio, pratos, canetas, bijuterias e espuma, entre outros produtos.

Lembre-se de que não se recicla dois ou mais tipos de plástico ao mesmo tempo, antes de entrar no sistema eles são separados. Portanto, antes de descartar a garrafa PET, separe a tampinha e o rótulo da embalagem. O mesmo vale para o tubo e a tampa da pasta de dentes, do shampoo, e por aí vai. Não custa nada dar uma mãozinha aos “empresários verdes”, não é mesmo? Afinal de contas, eles estão fazendo um bem ao nosso planeta.

Existem, atualmente, três sistemas de reciclagem de plásticos: mecânica, química e energética. Cada um deles possui suas vantagens e desvantagens. O mais utilizado, em nível mundial, é o sistema mecânico, pela facilidade de implementação e pelo custo da operação. Veja abaixo.

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Outras formas de reciclagem

Além do sistema mecânico, a reciclagem pode ser química e energética. A reciclagem química reprocessa os materiais, por intervenção química (hidrogenização, gaseificação, quimólise e pirólise), transformando-os novamente em matéria-prima para indústrias.

Já a reciclagem energética (ou recuperação energética) trata-se da recuperação dos plásticos através de processos térmicos. É uma espécie de incineração, com a diferença de que a energia gerada pela queima do plástico é reaproveitada.

Para se ter uma idéia, 1 kilo de plástico reciclado por recuperação energética gera energia equivalente à queima de 1 kilo de óleo combustível. No Japão e nos EUA, por exemplo, já existem centenas de usinas térmicas movidas a plástico em atividade.

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