Os programas de reciclagem no mundo assumem cinco formas principais.
Recolhimento nas calçadas
Caminhões especiais com contêineres separados para diferentes tipos de materiais recicláveis andam pelas ruas da cidade exatamente como os caminhões de lixo. Os trabalhadores fazem uma classificação prévia dos materiais à medida que os arremessam dentro do caminhão. Algumas comunidades exigem que os moradores classifiquem e separem os materiais recicláveis, mas isso pode reduzir o índice de participação.
Centros de descarte
Um local central é estabelecido para aceitar materiais recicláveis que os próprios moradores transportam. Mesmo comunidades com sistemas de recolhimento nas calçadas ainda podem ter centros de descarte para a recuperação de materiais perigosos como tinta ou gás propano.
![]() Foto cedida stock.xchng Fique atento aos centros de reciclagem em sua área |
Buy-back centers
Esses centros são similares aos centros de descarte exceto que eles pagam aos moradores por seus itens com base em valores de mercado. Esses centros são mais comumente vistos como parte de um negócio varejista, como um ferro-velho que compra metal amassado por peso.
Cooperativas de catadores
As cooperativas de reciclagem são organizações compostas por catadores de materiais, em geral, a população pobre da comunidade. Além de coletar materiais descartados em vias públicas, elas comumente firmam convênios com indústrias e condomínios, bem como recebem materiais entregues voluntariamente pela população.
Programas de depósito/refinanciamento
Esses programas são familiares a qualquer um que já tenha comprado uma bebida em lata ou garrafa. O depósito (geralmente cinco centavos) é acrescido ao preço de venda. Você pode então devolver a garrafa ou lata vazios para um centro de coleta e resgatá-los por um reembolso do depósito.
Muitas comunidades lutam para compensar seus programas de reciclagem, nos quais os benefícios de custo dependem da ampliação da participação, o que é difícil de conseguir em grandes áreas urbanas. Se uma municipalidade se compromete com um programa de reciclagem, geralmente torna-se ilegal jogar fora materiais recicláveis. As pessoas, porém, raramente são processadas ou multadas por essa ofensa.
O Brasil é considerado referência para o mundo por meio de seu modelo de reaproveitamento de materiais que nasceu naturalmente do valor econômico destes, gerando simultaneamente ganhos sociais e ambientais, atendendo assim ao estudo internacional compilado no Relatório Nosso Futuro Comum (Eco 92), que evidencia os fatores econômicos, sociais e ambientais como indissoluvelmente ligados.
Assim, tendo em vista a disponibilidade de matéria-prima, o potencial de geração de valor, trabalho e renda nela contida, cujo aproveitamento depende hoje apenas de iniciativas pontuais, a Associação Brasileira de Embalagem - ABRE propõe a criação do Programa Brasileiro da Reciclagem. O objetivo do Programa será articular os agentes responsáveis e identificar os entraves e as oportunidades, propondo diretrizes e ações gerais visando maximizar a reciclagem no Brasil. O Programa Brasileiro de Reciclagem tem por objetivo estimular a reciclagem de embalagens e criar mecanismos para que ela se torne mais abrangente e efetiva, aumentando os elevados índices já computados no Brasil [fonte: ABRE].
Em 2005, o mercado brasileiro de sucata de latas de alumínio movimentou cerca de R$ 1,6 bilhão e gerou cerca de 55 mil empregos diretos, reciclando mais de 9,4 bilhões de latas de alumínio, o que representa 127,6 mil toneladas. Essa sucata é recolhida e armazenada por uma rede de 130 mil sucateiros, responsáveis por 50% do suprimento de sucata de alumínio à indústria. Outra parte é recolhida por supermercados, escolas, empresas e entidades filantrópicas. As latas de alumínio vazias são amassadas por prensas, algumas delas computadorizadas, que fornecem o valor referente a quantidade entregue. O material é enfardado e repassado para indústrias de fundição. Então as latinhas são derretidas e transformadas em lingotes de alumínio. Esses blocos são vendidos para os fabricantes de lâminas de alumínio que, por sua vez, comercializam as chapas para indústrias de lata. O material pode ser reciclado infinitas vezes sem perda de nenhuma de suas características. Com a evolução desse processo já é possível que uma lata de bebida seja colocada na prateleira do supermercado, vendida, consumida, reciclada, transformada em nova lata, envasada, vendida e novamente exposta na prateleira em apenas 33 dias [fonte: CEMPRE]. |
Enquanto os Estados Unidos reciclam mais de 30% de seu lixo sólido, alguns países da Europa têm uma taxa muito mais alta. Alemanha, Suécia, Áustria e Holanda desfrutam de taxas de reciclagem de 40 a 60%. A Grécia, Irlanda e Grã-Bretanha, porém, são famosas por suas baixas taxas de reciclagem. No mundo em desenvolvimento, as taxas são ainda piores, e a reciclagem é quase inexistente em muitas nações [fonte: Guia Essencial]. Já o Brasil, mesmo quando comparado a alguns países desenvolvidos, apresenta elevados índices de reciclagem. O país desenvolveu métodos próprios para incrementar essa atividade e o engajamento da população contribui ainda mais para o aumento do índice de embalagens reaproveitadas [fonte: CEMPRE].