Introdução a Como remover um anzol sem ferir o peixe

Ainda que seja definida como esporte, alguns entusiastas poderiam descrever a pesca como meditação. O silêncio vale ouro. Ao raiar do dia, silenciosos e solitários, eles esperam em barcos ou caminham pelas margens de rios e lagos, ou vadeiam fortes correntezas. E então a espera começa. A despeito do que você possa ver em programas de pesca, às vezes demora horas para que um peixe morda a isca. Se sua sorte estiver ruim, é possível passar um dia todo sem apanhar nada. Os pescadores chegam a um estado quase zen, ouvindo o estalido da roldana e o ruído da isca ao entrar na água, o canto dos pássaros e o murmúrio do vento. Então, repentinamente, um peixe morde a isca, firme, e se move ferozmente de um lado para outro. A vara que estava reta e apontada para cima momentos atrás se dobra em ângulo improvável rumo a água.

Anzol
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É a partir desse ponto que os pescadores começam a praticar as chamadas técnicas de captura e libertação. Em lugar de pendurar o peixe de um gancho ou jogá-lo em uma mala térmica, os pescadores de captura e libertação (em inglês) removem o anzol do peixe e o recolocam na água com grande cuidado, e o mais rápido possível.

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Nos Estados Unidos, 44 milhões de pessoas vão aos rios, lagos e oceanos a cada ano praticar a pesca recreativa, e para isso gastam US$ 41 bilhões [fonte: Reiss, et al.]. O setor está florescendo. Para ajudar a conservar a população de peixes, há regulamentos em vigor que só permitem pesca em certas épocas do ano. O mesmo vale para o número e tamanho das presas que um pescador pode conservar. Aqui no Brasil o órgão que regula o setor é o Ibama. Leia o artigo A pesca esportiva faz mal ao ambiente? para mais informações.

O Serviço Nacional de Parques encoraja a captura e libertação de espécies nativas. Também recomenda que peixes não nativos sejam conservados pelo pescador, desde que cumpram as restrições de tamanho, porque isso permite que as espécies nativas prosperem.

O truque na execução de uma libertação bem sucedida é garantir que o peixe não sofra ferimentos. A maior parte dos pescadores esportivos conhece bem as técnicas mais eficientes e que conservam os peixes em bom estado de saúde. Muitos pescadores esporádicos, porém, talvez não estejam tão bem informados. Vamos verificar passo a passo o que é preciso para a libertação humanitária dos peixes, e explicar exatamente como um peixe pode ser machucado, no processo.