A captura ou seqüestro de carbono está em uso há anos. Os setores de petróleo e gás natural usam a captura de carbono há décadas como forma de reforçar sua extração desses produtos [fonte: CSS (em inglês)]. Mas apenas recentemente começamos a pensar em capturar carbono por motivos ambientais.
Atualmente, a maioria das pesquisas se concentra na captura de carbono em usinas de energia acionadas por combustíveis fósseis, a fonte da maior parte das emissões de CO2 causadas pelo homem. Muitas dessas usinas dependem do carvão para criar energia e a queima de carvão emite CO2 na atmosfera. Alguns pesquisadores pensam em um futuro no qual todas as novas usinas de energia empregariam sistemas de captura de carbono.

Existem três passos principais para a captura e a armazenagem de carbono (CCS) - capturar o CO2 e separá-lo dos demais gases, transportar o CO2 capturado para o local de armazenagem e depósitá-lo isolado da atmosfera (no fundo da terra ou sob o mar). Vamos considerar com mais detalhes o processo de captura e separação.
O carbono é capturado em uma usina de energia de três maneiras básicas: pós-combustão, pré-combustão e combustão de oxicombustível. Uma usina de energia acionada por combustível fóssil gera energia pela queima de combustível fóssil (carvão, petróleo ou gás natural), que gera calor, transformado em vapor (em inglês). O vapor aciona uma turbina conectada a um gerador de eletricidade. O processo que faz a turbina gerar é conhecido como combustão.
Na captura de carbono em pós-combustão, o CO2 é capturado depois que o combustível fóssil é queimado. A queima de combustíveis fósseis produz um derivativo conhecido como gases de escape, que inclui CO2, vapor de água, dióxidos de enxofre e óxidos de nitrogênio. Em um processo de pós-combustão, o CO2 é separado e capturado dos gases de escape que resultam da combustão de combustível fóssil. O maior benefício do uso desse processo é que permite que usinas antigas sejam adaptadas para seu uso, com um "filtro" que ajuda a capturar o CO2 quando ele percorre a chaminé. Na verdade, esse filtro é um solvente que absorve dióxido de carbono. O solvente pode posteriormente ser aquecido, o que liberará vapor de água e deixará para trás uma trilha concentrada de CO2. A captura de carbono pós-combustão pode prevenir que 80% a 90% das emissões de uma usina cheguem à atmosfera [fonte: GreenFacts (em inglês)]. Mas o processo de pós-combustão requer muita energia para comprimir o gás o bastante para transporte.
Na captura de carbono pré-combustão, o CO2 é aprisionado antes que o combustível fóssil seja queimado. Isso significa que o CO2 fica aprisionado antes que outros gases de escape o diluam. Carvão, petróleo ou gás natural são aquecidos em oxigênio puro, o que resulta em uma mistura de monóxido de carbono ou hidrogênio. Em seguida, a mistura é tratada em um catalisador, com vapor, que produz mais hidrogênio e dióxido de carbono. Os gases são inseridos na porção interior de um recipiente. Eles começarão naturalmente a subir, de modo que um produto químico chamado amina é inserido no topo. A amina se combina ao CO2 e cai ao fundo do recipiente. O hidrogênio continua a subir e escapa do recipiente. Em seguida, a mistura amina/CO2 é aquecida. O CO2 sobe ao topo para ser recolhido e a amina volta ao fundo para reutilização [fonte: Allen (em inglês)]. O excedente de hidrogênio também pode ser usado em outros processos de produção de energia.
A captura de carbono pré-combustão já está em uso no gás natural e oferece maior concentração de CO2 do que no caso da pós-combustão. O processo de pré-combustão tem custo inferior, mas não pode ser adaptado para uso em usinas mais antigas. Como no caso da pós-combustão, o uso de sistemas de captura pré-combustão impede que 80 a 90% das emissões de uma usina de energia entrem na atmosfera [fonte: GreenFacts (em inglês)].
Na captura por combustão de oxicombustível, a usina queima combustível fóssil em oxigênio. Isso resulta em uma mistura que compreende principalmente vapor e CO2. O vapor e o dióxido de carbono são separados por refrigeração e compressão do fluxo gasoso. O oxigênio que essa técnica requer eleva os custos, mas os pesquisadores estão trabalhando em novas técnicas que podem reduzir as despesas. A combustão de oxicombustível pode prevenir que 90% das emissões de uma usina de energia entrem na atmosfera [fonte: GreenFacts (em inglês)].
Quando o carbono é capturado, como é transportado para o local de armazenagem? Leia mais para descobrir.
Pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Geórgia acreditam ter encontrado uma maneira de criar um carro com emissões zero - livre de combustíveis fósseis e de emissões de dióxido de carbono. Eles querem criar carros movidos a hidrogênio e com processadores de bordo que separem hidrogênio e dióxido de carbono. O hidrogênio reciclado continuaria em uso para acionar o veículo, enquanto o CO2 seria armazenado em forma líquida até que fosse removida no posto de abastecimento. Os pesquisadores estão trabalhando também em uma estratégia de prazo longo sob a qual o motor do carro reciclaria o CO2, igualmente, criando um sistema de circuito fechado [fonte: Georgia Tech (em inglês)]. |