Por que as sacolinhas de plástico?

Dependemos dos plásticos para fazer muitas coisas, mas não podemos deixar de nos preocupar com seu consumo em demasia. Na medida do possível, devemos substituí-lo por outros materiais. Mas temos de admitir: esta é uma tarefa (quase) impossível no curto prazo.

Já as sacolinhas plásticas? Estas podem ser substituídas imediatamente. O que não faltam são opções.

Mas não é só porque as sacolinhas são de plástico que os ecologistas querem acabar com elas. Em verdade, as sacolas são um ícone de consumo. E o consumo exacerbado, vale lembrar, é um dos grandes problemas enfrentados pela nossa sociedade atualmente. Quem nunca viu, na televisão, um comercial de loja de varejo que retrata a felicidade eufórica de seus clientes, ao saírem de suas lojas carregando uma penca de sacolas?

NÃO ao saco plástico


Estatísticas da “plasticomania”

São tantos produtos de plástico no mundo e foram implicar justamente com as sacolinhas. Mas será que elas são tão insignificantes assim?
  • Estima-se que o mundo utilize 1 milhão de sacolas plásticas por minuto;
  • No mundo, são consumidas mais de 500 bilhões sacolinhas plásticas por ano;
  • Só no Estado do Paraná, os supermercados produzem cerca de 80 milhões de sacolas por mês;
  • Uma barraca de feira chega a utilizar mil saquinhos plásticos por dia;
  • O Brasil produz anualmente cerca de 250 mil toneladas de filme plástico (material de que são feitas as sacolinhas plásticas);
  • O plástico representa cerca de 10% de todo o lixo do País.
(Fontes: Conpet, Ministério Público do Paraná e Plastvida)

O HowStuffWorks encontrou na internet um site de fotografias que retrata a questão do lixo gerado pelo consumo em massa, sobretudo nos EUA. Para conferir, clique aqui.

A verdade é que os ecologistas enxergam, na substituição ou abolição das sacolinhas plásticas, a resolução de dois sérios problemas ambientais: o excesso de lixo plástico gerado pelo homem e a cultura do hiper-consumo.

Particularmente a questão do excesso de lixo plástico implica em um sério problema de gerenciamento de resíduos, que é a impermeabilização de aterros sanitários e, consequentemente, o aumento da probabilidade da contaminação de solos por chorume.