As características genéticas distintas das populações de salmão na
Espanha estão sendo perdidas como resultado de mudanças climáticas e
interferência humana, diz o estudo. Pesquisadores do Reino Unido e da Espanha dizem que perturbar o comportamento migratório do salmão e o instinto da espécie de permanecer "em casa" pode ter sérias consequências a longo prazo. A notícia é da BBC.
O estudo focou nas mudanças registradas durante 20 anos em populações de salmão em Astúrias, na Espanha. "O salmão tem uma estrutura de população bem distinta, devido à sua habilidade de voltar aos seus rios nativos", explica o co-autor Jamie Stevens, da University of Exeter's School of Biosciences. Ele diz que as características únicas mostram que o peixe se adapta a condições encontradas em um rio em particular, como a química da água, temperatura e tempo de viagem até o mar e de volta. Quebrar essa estrutura é perigoso porque essas populações de salmão têm uma capacidade de adaptação que dá a vantagem naquele rio em especial.
O salmão é muitas vezes usado como um indicador do estado dos rios. Como ele é o predador mais alto, examinar esse peixe pode dizer bastante sobre como está a saúde do sistema do rio.
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