Farmacologia e Toxicologia

A farmacologia (do grego pharmakon, "medicamento" e logos, "estudo"), ciência que surgiu há milhares de anos tem como objetos de estudo drogas, medicamentos e venenos. Seu estudo e métodos de investigação se apóiam em ciências exatas como a matemática, física e química e biológicas como a genética, ecologia, fisiologia animal e vegetal.

Por tóxico ou veneno, entende-se um grupo muito grande de substâncias que podem ser naturais ou sintéticas, com potencial de causar algum distúrbio em funções vitais de ordem fisiológica nos seres vivos e no ambiente, podendo levar a morte ou a lesões irreversíveis. Essas substâncias despejadas no meio ambiente, interferem drasticamente em seus fatores bióticos (seres vivos) e abióticos (meio físico e químico), mudando as características da vegetação, das populações de animais, dos corpos d’água e dos ecossistemas.

As substâncias tóxicas podem ser classificadas em naturais provenientes de minerais, vegetais, animais e microorganismos e de origem sintética produzidas pelo processo de industrialização.

Com um campo tão abrangente, a farmacologia comporta divisões e subdivisões, entre as principais está a toxicologia, que é um dos ramos mais antigos da farmacologia, que também tem suas divisões:
  • toxicologia ambiental que estuda os efeitos nocivos causados por substâncias químicas presentes no ar, água, solo;
  • toxicologia forense que estuda os aspectos médicos legais da intoxicação, envenenamentos intencionais;
  • toxicologia social que estuda os efeitos adversos causados pelo uso de drogas, decorrente da vida em sociedade, drogas ilícitas e lícitas como o álcool;
  • toxicologia clínica que se aplica ao estudo dos efeitos nocivos causados pelo uso de medicamentos, drogas;
  • toxicologia de alimentos que estuda efeitos nocivos decorrentes da utilização de aditivos e da presença de resíduos de contaminantes em alimentos;
  • toxicologia ocupacional que estuda os efeitos nocivos causados por substâncias químicas presentes no ambiente de trabalho.

Particularmente, a toxicologia ambiental atualmente tem crescido em importância. Primeiro por causa do uso extensivo de substâncias químicas na industria e na agricultura, seja no campo ou na cidade. Segundo porque há um aumento da preocupação das pessoas sobre os efeitos adversos provocados no homem, nos animais domésticos e na natureza de modo geral pelas substâncias tóxicas. Não é para menos.

No meio ambiente é perceptível a crescente presença de substâncias tóxicas que provocam, por exemplo, a poluição do ar das grandes metrópoles, a degradação dos rios e mares pelo despejo de efluentes não tratados, águas subterrâneas contendo metais pesados provenientes de indústrias que os utilizam nos processos de beneficiamento de seus produtos ou contaminadas pelo vazamento de gasolina dos postos, entre outros casos.